sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mr not so Grey

Daí que depois de ser "obrigada" a ler o primeiro da trilogia Greyniana, obviamente estava seca para ler o segundo - as vezes eu sou muito mulherzinha, nem me aguento.

Pois não queria gastar um centavo com isso, porque, né, livro ruim minha gente. É bom mas é ruim. E meu dinheirinho tem vindo com muito suor por estes dias... nada a ver com o tempo maluco que aflige paulistanos e afins.

Como sou um ser muito bem relacionado descolei uma versão em PDF com uma das minhas super amigotas. E devorei-o-o e gostaria de fazer uma resenha magnificamente bem redigida para vocês, caros amigos - leitores - gente - que - eu - pago - pra - falar - bem - de - mim. Mas não vai rolar... desculpa aê!

Porque basicamente a resenha seria: mr. Grey amarelou.

É isso. Acabando com todas as futuras expectativas de quem ainda não leu o livro: Christian Grey virou o maior bundão da estória do homem (pseudo) monogâmico vivendo numa sociedade (pseudo) civilizada.

Acho que nem vou ler o terceiro. A vida é muito curta, não é mesmo?

Por outro lado, me diverti muito digitando "Mr. Grey" no Google Imagens:




:-D

Tô viva.

Ô blogzinho mais esquecido, diz aí.

Sacode as teias de aranha pra ver se dá pra ler alguma coisa... se o tédio bater forte, pula pra cá. Porque gente boa qui nem eu é assim: compartilha o que vale a pena.

Masssss...

... se resolver insistir a navegar por terras presentementes, faço-lhes um resumo das minhas últimas aventuras. Espero que divirtam-se - pois eu me diverti deveras!

Tenho voltado à ativa, devagarinho que é pra mor do corpo não reclamar demais. Eis que no último mês fui no show do Rappa (SEMPRE sensacional), Ana Cañas (surpreendente e lírico), Céu (gostosim), Maná (gosto muito! Muito! MUITO!), Frejat (me diverti mais com as companhias!) e at least but not the last, Spirit of London. Este último nem sei bem como classificar... algo como "festa estranha com gente esquisita".

Show é a melhor balada, sempre digo. Você bebe, escuta um som legal, pratica os sentidos ninja tentando fumar sem ser pego pelo segurança, e ainda exorcisa os espíritos cantando bem alto sem ninguem te tirar de louca varrida.

Mas não só de shows vive a Dani!Ela também curte um cinema 4D!!!

Assisti Dredd naquele cinema novo, do Shopping chiquérrimo da JK. Uma coisa. Mármore no chão. Nas paredes. No teto. Na roupa dos seguranças. Overdose de mármore e riqueza. Nem sei se deixam você entrar lá se chegar a pé.

Aliás, nem sei como me deixaram entrar.

Pois entrei e fui ver o filme - bem meia boca. Mas o cinema....

.... aaaaaah o cinema. É uma experiência! A cadeira mexe, tem vento na cara, cheiro, luzes.... dica de sucesso: nunca, jamais, em hipótese alguma, coma uma feijoada antes de pegar uma sessão 4D.

Quem avisa, amigo é.

Mas o filme, passo.

Em compensação semana passada me convidaram pra ver o Bond. Olha só, nunca fui muito fã da franquia "his name´s Bond", mas tenho que dar o meu braço a torcer. Quer dizer, o Daniel Craig não é nenhum Sean Connery... mas neste último parece que ele acertou um pouco mais! É muito bom! E tem o Javier Bardem in - so - fis - má - vel - men - te o melhor vilão que eu conheço! E eu até entendi a estória!!! (Sim, porque nos dois últimos filmes eu boiei um bocado!)

E é isso, minha gente. Tenho trabalhado demais, por isso sumi deste canto. Mas, se tudo der certo, logo voltaremos à programação normal.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Cincoenta

People beautiful´s,
eu ia escrever a resenha deste livro, mas daí achei a Ellen Degeneres tentando ler um pedacinho e, bom, diz tudo muito melhor do que eu faria...


I´m a bad girl...

domingo, 30 de setembro de 2012

Maniaê.

Ando numa mania de acústicos...



Canta, Florence.

sábado, 29 de setembro de 2012

Consumo consciente e produção de lixo

Tava lendo uma revista - Bons fluidos, acho, e tinha uma propaganda da editora comentando sobre a lei do lixo que finalmente foi regulamentada.

Isso é muito importante, e muito legal... e não lembro de ter visto ninguém comentando! Mas funciona basicamente assim: todos os envolvidos na cadeia de produção são responsáveis pelo que foi produzido. Na prática quer dizer o seguinte: você comprou um celular, usou (bastante, eu espero) e depois de um tempo quer trocar. Daí você vai devolver o seu celular usado pra loja onde ele foi comprado, a loja devolve pra fábrica que o produziu e a fábrica tem a responsabilidade de descartar este lixo de forma correta - reciclando ao máximo, inclusive. Ou seja, todos os envolvidos são responsáveis pelo produto!

Isso é muito bom. Eu acredito sinceramente que é o primeiro passo para criar uma consciência coletiva de responsabilidade no consumo. A gente anda muito descartável, né não?

Agora é divulgar, comentar, discutir e fazer valer a cidadania.

Leia a lei completa neste link.



Open your eyes
Snow Patrol

All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old
The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x4]
Get up, get out, get away from these liars
´Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere

I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x8]
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you

 

Movimentado, hein?

Galera,
faz um tempinho abriu mais um shopping na Babilônia. Daqueles mega chiques, cheios de Chanel e afins... mas com um ponto de ônibus na porta então nós reles mortais conseguimos conhecer o espaço! Éeee... porque nesta cidade humilde tem dessas, um shopping no meio do nada que ou se chega de carro, ou não se chega.

Mas o que eu quero contar nem é do shopping metido a besta. É que lá tem um tal de um cinema 4D. Quatro dê, gente amiga.

Três dê as cenas saltam na sua cara. E quatro dê é tipo, sei lá, disney. A cadeira pula (cuidado com o canudo do refrigerante. Quem avisa, amigo é). Tem cheiro. Vento. E se resolver assistir Titanic, vá de bóia.

Eu fui ver um filme super fofo chamado Dredd. Olha só quanta fofice:



Confesso que saí cansada de tanto tiro que levei. Da próxima vez que inventar de ver filminho 4D, vou de Ursinhos Carinhosos. Mesmo assim indico a experiência, é um programão!

E eu nem gosto de pudim!

Peoples beautifuls,
acho que já contei pra vocês que tive a felicidade de ganhar meu último livro da Agatha Christie, não? Ando tão ausente deste blog (shame on me!) que nem lembro mais o que tenho compartilhado cocês... vergonha, vergonha.

Enfim, ganhei-o-o, li-o-o, e compartilho-o. Ao som do Snow Patrol que é a melhor banda de todos os tempos da última semana.

Seis contos, dos rápidos. E quase no final da minha maratona Agathachristiniana (sim, estamos nos encaminhando para o final) descubro que Poirot tem olhos verdes. Olhos verdes! Nanico, bigodudo, impecável, cabeça de ovo e de olhos claros. Figura hein?

O conto que dá nome ao livro é uma quizumba. Um príncipe perde uma pedra preciosíssima e precisa recuperá-la antes do casório senão descobrem que ele andou ciscando onde não deveria. Daí você se pergunta como é que Poirot sabia que que a pedra iria parar naquela casa, com aquelas pessoas, naquela tradicional comemoração de Natal. Eu me perguntei... e desencanei, porque, né, é D. Agatha afinal.

Aí tem o mistério do baú. Muito "Festim diabólico". E bom igual. Não sabe o que é, clica aqui.

O reprimido trouxe um caso de hipnose. Eu poderia jurar que Poirot não acreditava nessas coisas... mais uma descoberta. Um assassinato e um inocente injustiçado, e a única salvação é a intuição da viúva. Bom, bom.

As amoras pretas achei fantástico! Um senhorzinho vai jantar no mesmo restaurante toda terça e quinta feira, e sempre come a mesma coisa. Eis que um dia ele pede um prato diferente e deixa todo mundo surpreso, e Poirot além de surpreso fica extremamente preocupado. Em poucos dias o tiozinho aparece morto. Acidentalmente morto. Ooooooou será quer não?

Não mesmo. O cara foi assassinado e Poirot sabe disso só porque ele pediu um cardápio diferente. Bem óbvio quando ele explica a lógica, by the way.

E o outro, em que o cara sonha repetidas vezes que as 15 horas ele pega um revólver e dá um tiro na cabeça??? Si - nis - tro. Claro que uns dias depois de contar o sonho para o cabeça de ovo, ele pega um revólver e dá um tiro na cabeça as 15 horas. Freud explica.

O último é da Miss Marple, pra variar um cadinho... uma moça presa numa casa, a outra presa na edícula, e no quintal a proprietária solteirona e milionária leva uma flechada no pescoço e morre. Tô resumindo horrores, claro. Mas esse nem é tão divertido, não vou gastar meu português!

Então é isso, seus lindos. Leitura rápida, fácil e indolor. E bora pro próximo - que nem te conto qual é.

Tá bom eu conto. Tô lendo a saga do Christian Grey. Sim, estou perdendo meu precioso tempo com isso - e, olha, até que é divertido!

A aventura do pudim de natal
Agatha Christie
Nova Fronteira
191 páginas
Nota: 7/ 10

Paixão, paixão...

Gentem,
escutem essa música.

Repeat eterno.

Feliz feliz feliz por ter encontrado este CD na metade do preço! Fnac, ti amu.

 

sábado, 15 de setembro de 2012

Comer, comer

Alguém aí lembrou do Restaurant Week?

Pensei que não conseguiria participar desta vez... mas ontem a noite após o treino da academia (depois de uma certa idade não se pode mais brincar com a gravidade, e esta que vos escreve malha sim nas noites de sexta feira. E nas tardes de sábado. E as vezes nas manhãs de domingo), amigas fiéis camaradas me deram as forças necessárias para me arrastar até o Bistrô Faria Lima.

Olha... até tinha curiosidade de conhecer esse , mas minha escolha recairia sobre outro, fácil - tipo o Ping Pong. Eu tô dooooooooida pra conhecer o Ping Pong. Mas enfim, democracia é isso - uma merda.

Sem crise.... a comida estava boa, o lugar é bacaninha e a cerveja estava gelada. Mas vamos dar os devidos créditos: o que fez a minha noite mesmo foi a companhia. Como eu dei risada, afe. Vida cíclica, graças a Deus: semaninha do cão que terminou numa noite divina!

Agora é o seguinte, mulherada: bora preparar a agenda (e o bolso) pro próximo evento:


Como diria o sábio Sérgio Mallandro, ié ié.

Quem tem amigos, tem tudo

Pois sexta feira (sua linda) chegou e com ela uma surpresa boa sobre a mesa do trampo!


Eis que vamos continuar os trabalhos!!!

Chão, valeu. Salvou o mês!

domingo, 9 de setembro de 2012

Xiiiii....

.... problemas tecnicos à vista!

Nós não temos o próximo da lista de Dona Agatha! Peeeeor! Nós não temos tempo para ir atrás do dito cujo!!!!

Nós estamos deveras desolée!!!!


Se-te-de-Se-tem-bro

Feriadinho. Sol. Zezé na praia. Por que não me juntar à ela?

É, por que não? Pois peguei minha mochila companheira de todas as horas (sim, eu moro numa mochila), escolhi o livro da vez e fui.

Claro que tive alguns contratempos. Muita gente e pouca passagem, muita vontade e falta de paciência... enfim, descí a serra.

A escolha do livro foi deveras importante! Estava em dúvida entre "Zorba, o grego", um do Morris West, e outro que foi descrito como "(...) Bridget Jones vinte e cinco anos mais velha".

Eu sem muita paciência pegando estrada cheia, melhor optar pelo último.


Deveria processar quem escreveu essa contracapa. Bridget Jones uma ova!!! Mas apesar de tudo foi um bom companheiro de descida de serra... ouquei, cancela o advogado.

Pois então estive eu as voltas com Rose, mulher de meia idade, mãe de dois filhos já adultos, editora da coluna de literatura de um grande jornal e casada com um marido lindo e dedicado.

Daí, pluft! A Cinderela acordou e viu que foi trocada pela assistente boazuda. E como desgraça pouca é bobagem, além do marido ela também perde o emprego pra assistente boazuda. Mano, até o gato dela morre. Seeeee fooooosseeeee estilo Bridget Jones, aqui seríamos envolvidos por reminiscências absurdamente engraçadas, mais cômicas do que trágicas, certo?

Pois não é o que a autora decidiu, por aqui. A partir deste ponto somos convidados a reviver fatos importantes da vida da personagem. Momentos de extrema felicidade como o nascimento dos filhos... dolorosos como a perda do pai, do grande amor, um aborto espontâneo... Não tem leveza, não. Muita angústia, frustração, até a fofa achar um apoio e iniciar a própria reconstrução.

Apesar de tudo, é um livro gostoso. Totalmente feminino, e doce em sua dor - coisa de mulher, mesmo!

A vingança da mulher de meia idade
Elizabeth Buchan
Ed. Record
430 páginas

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Por isso que não jogo tênis

Esse é daqueles que eu já tinha lido, sabia que era batuta, mas não lembrava de necas... daí eu lí e vi já tinha lido mesmo, nem é tão batuta assim e eu lembrava de quase tudo.

Hum, hello Alzheimer.

Daí é mais ou menos assim: um príncipe das Arábias prestes a enfrentar uma revolução consegue contrabandear para fora do país um montante considerável de pedras preciosas muquiado numa raquete de tênis.

Sabe o que é muquiado?

Pois então, pedrinhas desejadas muquiadas no cabo da raquete da sobrinha do seu piloto. A menina volta pra Inglaterra sem saber que está de posse de alguns milhares de milhões de dinheiros. E vai pra escola levando sua raquete... que agora tá bichada com o peso extra.

O que ela faz? Troca de raquete com uma amiga.

É óbvio que alguem viu a raquete sendo remexida, liga os pontos e tenta se apoderar da raquete. E aqui as coisas ficam sanguinolentas... morre um... morre outro... e mais outro! Mas o povo é meio leso e é só lá no finalzim que alguem lembra do super Poirot.

Que é um gênio em forma de belga e resolve tudo em três páginas. Pra que mais, não é mesmo?

Moral da estória: da próxima vez que inventar de muquiar pedras preciosas na raquete de alguem, feche a janela antes.

Um gato entre os pombos
Agatha Christie
Ed Nova Fronteira
251 páginas

domingo, 26 de agosto de 2012

Cry, baby

Derramando-se entre meus lábios o gosto da penumbra

tenta matar a sede e despir o desejo dessa ansia que me persegue

sempre que o seu perfume instiga a minha cintura.

Entre sombras e lençóis vou perdendo e encontrando a fúria

a loucura e o calor da sua pele revelada inteira

deslizando suave na palma da minha mão.

A sua entrega me liberta e o seu sorriso provoca o meu

E é tenso, forte, suave e doce

Especial, único e lindo.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

domingo, 19 de agosto de 2012

Um livro duro, duro, duro.

Me enrosquei na personagem, Eva, mulher que levou o termo "independente" ao máximo grau, cidadã do mundo todo, não querendo pertencer a lugar algum... e mesmo assim, tãaaaaao americana. Um tanto quanto vazia, insolente, boba até.

Talvez por isso queira enraizar uma família e decide ter um filho. Ainda por isso, quando o primeiro filho demonstra-se inadequado ao seu conceito de "filho", decide - contra a vontade paterna, ter mais um. Uma menina, agora. Delicada demais, singela demais, vítima perfeita.

Anos criando um pequeno monstro e sendo confrontada pelo pai que não quer enxergar. Até o massacre final, a revelação do óbvio.

Precisamos falar sobre o Kevin é surpreendente, mesmo a gente já sabendo como tudo vai acabar. Pretende-se entender os sentimentos de uma mãe que se considera imperfeita, e vai além: tenta-se dar um propósito ao ato kamikase de seu filho. Que não é louco, nem desequilibrado, mas sim extremamente inteligente, e desafiador.

A autora foi muito feliz ao contar o drama do embate entre mãe e filho através de confissões, cartas endereçadas ao tonto do pai. Nas cartas Eva vai retratando o filho como ele é, e sua forma de testar os limites do permitido com requintes de crueldade, que vão se tornando cada vez mais perigosos e sinistros com o passar dos seus anos. Kevin pode até atinge o alvo, mas não quebra a frieza materna.

Através dessas cartas sabemos de toda a conivência do pai, que veste a camisa do paizão e segue num teatro ainda mais bobo que na solidão de sua vida anterior. Cada golpe de Kevin é amortecido e torcido, e o menino segue sem rédeas, cheio de raiva e numa angústia muda.

Depois de tudo, fui absolvida pela própria Eva, tão imperfeita, dura, e perfeitamente mãe.



Precisamos falar sobre o Kevin
Lionel Shriver
Ed. Intrínseca
463 páginas

domingo, 12 de agosto de 2012

Homem morcego

Muita gente torceu o nariz. Mas eu gostei.

Adorei aquele monte de destruições catastróficas, achei o máximo aquele "vô num vô" xexelento do personagem principal, amei a belíssima bolota radioadiva, também conhecida como bomba atômica.

Curtí especialmente a obviedade do vilão.

E ó, nem vou reclamar do fato do Bane ter quebrado a coluna do Batman e ele ter chacoalhado o esqueleto e voltado ao normal (e se você é ou foi viciado em quadrinhos como esta que vos escreve, sabe que isso nãaaao é um spoiler. É um fato. Bane deixou o fofo tetraplégico, get over it.) Também não vou dizer nooooossa-que-chato-mais-um-filme-Deus-é-americano. 

Tá bom, já disse.

Mas acredite, nem liguei mesmo. Fui pra me divertir, e me diverti de verdade. É uma estória muito bem contada e ponto.

Pois nem se preocupe de ser o último filme da trilogia, que tô achando que logo logo vem uma "segunda" trilogia por aê. Fazer o que né... aparentemente todas as estórias já foram contadas em Hollywood... o negócio é ficar se repetindo ad eternum.

Enfim, enquanto estiverem ME divertindo, nem te ligo.

Morcegoman, RISE!

sábado, 28 de julho de 2012

Não é o culpado que importa

Gentem, antes de tudo, a saga:

Cacei este aqui por livrarias infinitas, sebos sebosos mil, possíveis amigos que nunca emprestam livros... e não encontrei. Por fim, desisti e acabei encomendando naquele lugar abençoado, né, que no final nem existe: no estante virtual.

Eis que estava eu pela Paulista, correndo pra chegar na hora de um certo curso, e ao parar numa banca de jornal pra trocar um dim dim, o que vejo?

O quê? O quê? O queeeeeeê?

Quarenta e cinco exemplares do tal do livro. Versão pocket e baratinha. Fala sério. Então tá né, problema resolvido. Bora ler - e cancelar a encomenda virtual.

Interessante como é uma estória sombria... Desde o princípio um dos protagonistas carrega uma aura de dor e responsabilidade que só vai contaminando outros personagens e ambientes. Uma novelinha muito bem amarrada, isso sim, e com pouca cara de dona Agatha.

Uma das características mais marcantes da autora (para esta que vos escreve) é a capacidade de descrever crimes hediondos de um jeito que não pesa na consciência. É mais um quebra cabeça do que uma lição de moral, sabe?

Nesse aqui ela foge disso. Aliás, somos convidados o tempo inteiro à refletir sobre culpa e inocência; sobre o poder da justiça tardia em detrimento do silêncio.

Uma mulher trilhardária, cheia de amor pra dar e estéril, começa a adotar crianças pra aplacar esse vazio existencial (que pra mim é fome). E lá vai a dona doida sufocando os filhos e esquecendo do marido... até que a dita cuja é descoberta assassinada.

Todas as provas apontam para o filho ovelha negra. Ele é preso, julgado, condenado e morre na prisão. Alguns anos depois aparece um homem que corrobora o álibi do moleque, que é então absolvido in memorian.

Ao mesmo tempo em que se alivia a família de ter um integrante assassino... cria-se a tensão de se "saber" que um deles é o real culpado pelo crime (por dois agora, já que além do assassinato da matriarca, um inocente morreu na prisão). É minha gente... e aqui não tem Miss Marple ou Poirot para salvar o dia. É um investigando o outro, veladamente ou abertamente, até que a situação fique insuportável.

No final a coisa toda é muito simples - e essa é a maestria de dona Agatha. Ela faz a gente pirar o cabeção nas soluções mais dramáticas ever... pra nada.

Quanto vale a inocência?

Punição para a inocência
Agatha Christie
L&PM Pocket
270 páginas
Nota: 9/ 10

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Minha semana em 5 cliques

1. Muito frio por alguns dias... e uma luva perfeita para telas captivas!


2. A escolha das cores nas pontas dos dedos

 

3. Um curso inesperado (mas muito bem vindo)
4. A lembrança de uma alma atormentada


5. E uma conquista!


 

Alô?!

Pois é, segue o ciclo.

O tempo foge tanto quanto a vida demanda mais suor, mais atenção, mais cuidado.

Mas não se preocupem. A vida sem letras não tem a mínima graça... e cá estou novamente!




domingo, 15 de julho de 2012

Coração aquecido

Comecei a ler esse livro como quem não quer nada, sabe. A estória é toda inocente e com uma linguagem tão simples que me pareceu daqueles livros que a gente tinha que ler para o colégio. Aquela obrigação meio chata e sem sentido.

Mas ele foi me envolvendo, e quando terminei fiquei com aquela sensação de saudade que aparece quando a gente se apega aos personagens e tem que deixá-los, porque tudo já foi dito. Inocente e doce, muito doce, essa estória.

As "Mulherzinhas" são as March: Meg, a mais velha, simples e bonita. Jo, meio moleque, toda independente. Beth, praticamente uma santa e Amy, uma boneca linda e meio artista. E a autora vai descrevendo os acontecimentos que vão mexendo com a vida delas na Nova Inglaterra. A educação esmerada das meninas, suas pequenas falhas de conduta e arrependimentos, as consequências das escolhas de cada uma, tudo detalhado de forma clara e carinhosa. Um livro excessivamente feminino, by the way.

Difícil não tomar partido ou se identificar com as situações que as irmãs passam. Tinham fortuna, mas por um desses revezes da vida estão pobres, mas cheias de dignidade e orgulho, e vão enfrentando e descobrindo truques para, com a elegância de sempre, continuar com a vida. Life still goes on, sempre.

Não preciso dizer que a personagem que mais me fará falta será Josephine! Atrapalhada, espirituosa, geniosa, moleque. E escrevia, vejam vocês! A amizade com o vizinho que se torna o "irmão mais velho" e inseparável companheiro de Jo faz a gente torcer por um casamento... que acaba acontecendo, mas não do jeito que pensávamos.

Enfim, um clássico cativante, e com moral: a vida é isso, coisas boas e nem tão boas, mas com o olhar e atitude corretos tudo fica encantado!

Tem uma versão para o cinema com a Susan Sarandon e a Winona Ryder que é muito fofa. Chama-se Adoráveis mulheres e dá pra chorar até desidratar... olha o trailer:



Mulherzinhas
Louisa May Alcott
Ed. Ediouro
608 páginas

domingo, 8 de julho de 2012

Excesso de açucar faz isso

Estava eu saracoteando num grande shopping de São Paulo. Precisava comprar coisinhas de chá de bebê e chá de cozinha - aparentemente todo mundo resolveu casar e ter filhos.

E eu pensando em arrumar um emprego. Timing, gente. Cada um tem um - e o meu é retardado.

Pois é, estava lá, lá lá lá, e então descubro que uma das minhas docerias preferidas foi substituida por uma casa de brownies. Casa de brownies, gente! Brownie clássico. Brownie com damasco. Com amêndoas. Com mix de castanhas. Com chocolate amargo. Com chocolate branco. Com frutas vermelhas. Basicamente, chocolate, açucar, e o que você quiser.

Beleza, vamos provar. Com café sem açucar, porque açucar engorda.

Pois estou eu acomodada numa mesa, suspirando entre garfadas, e do meu lado uma família: papai, mamãe e um casal de filhos, pequenos, lindos. Uns quatro anos, acho. Pulando pra cá e pra lá, cheios de energia. E eu de olho, porque, né, a vida alheia é bem mais interessante.

Daí os dois correram pra dentro da loja. Eu de olho - e os pais neeeeem aí. Eles escolhendo os doces. Eu de olho - e os pais neeeeeeeem aí. Os atendentes meio sem saber o que fazer até que o pai, dis costas, vira o rosto e diz "pode dar o que eles quiserem".

O pai disse "pode dar o que eles quiserem" - sendo eles duas crianças de uns 4 anos numa loja de doces no shopping.

Meu primeiro pensamento foi "nuossa, meu pai NUNCA fez isso comigo."

Segundo pensamento "ainda bem."

E finalmente, o terceiro pensamento "cada um, cada um. Quem sou eu pra julgar."

Mas é de se pensar, não? Tudo bem que é só uma casa de doces, e cada uma das crianças pegou só um cupcake. Mas fiquei com a sensação de que a liberdade alí passou por cima do limite - e isso pode ser perigoso para uma pessoa que ainda não tem o juizo totalmente formado.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Meninos, eu vi!

Sabe quando você está no trem, e de repente um outro trem emparelha com o seu, e pela janela você vê um cara estrangulando uma moça?


Pois foi exatamente isso que aconteceu com Elspeth McGillicuddy, acredita? Pois é, ninguém acreditou. E a velhinha seria taxada de maluca e o assunto seria esquecido se ela não fosse amiga de uma certa Miss Marple. E vocês conhecem Miss Marple... se há um mistério ela descobre what the hell is going on.

E dona Marple estuda mapas e itinerários e deduz que só há um ponto em que um cadáver de uma morta assassinada dentro de um certo trem poderia ser desovado... uma propriedade rural próxima à linha do trem. E infiltra uma espiã entre os familiares que vivem por alí.

Claro que tinha um cadáver.

Aqui dona Agatha apresenta a família que estará no centro das investigações: Luther, inválido, senhor absoluto do lugar e deserdado pelo pai milionário, seus três filhos e uma filha que só poderão tocar na herança do avô quando o pai falecer, e um neto. Todos amarrados pelo testamento do avô - miseravelmente ricos e sem poder colocar os dedos no dim dim.

E o bendito cadáver no celeiro.

O investigador vai dando cabeçadas e descobre que há uma mulher que pode ter se casado com o falecido filho mais velho de Luther, ou seja, uma nova principal herdeira da fortuna. É, isso pode ser um motivo. Mas pergunta daqui, pergunta de lá, e talvez o cadáver seja uma bailarina mediocre que sumiu em Paris. E o que isso tem a ver com a família?

Necas, e é frustrante. Pra nós inclusive, já que Miss Marple não participa ativamente do desenrolar da estória, então em nenhum momento sabemos por onde anda seu brilhante pensamento. E toda vez que aparece a única pista que nos dá é: "é um caso muito simples, vocês estão complicando muito." Ah tá.

Um cadáver dentro de um sarcófago num celeiro meio abandonado só pode ser coisa simples.

Mas não dá tempo de ficar aborrecido; logo aparece outro assassinato. E alguém é envenenado... e não é o velho, que com sua morte beneficiaria todo mundo - e explicaria muita coisa.

Antes que a família seja toda dizimada Miss Marple faz uma pequena encenação e brilhantemente desvenda o caso. E ainda dá tempo de incentivar o casamento de sua linda espiã infiltrada...

A testemunha ocular do crime
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
191 páginas

E não é?

Há dias volto para olhar essa foto tirada por Scott Schuman nas ruas de Nova York.
Algumas coisas fora do padrão me parecem tão curiosas e intrigantes  ....
A imagem desse garoto emulsifica formas tão antagônicas, que resolvi observá-lo.
Me pareceu um misto de homem e mulher. Menino e menina.
Tem olhos masculinos, mas tem um doce olhar feminino.
Sua pele é de miss lady vitoriana, mas tem um discreto bigode.
As sombrancelhas são hispânicas, mas desenhadas como as Audrey Hepburn...
Tem braços com músculos de homem, mas com leveza e contornos de mulher.
Fez rupturas com o convencional, mas não fez uso de alargadores.
Perfurou a estética tradicional, mas não usou piercings.
Gravou estampa , mas não se tatuou.
Optou por iténs femininos, mas esbarrou na seriedade do clássico.
Blue jeans, regata branca com singelo conceito artístico, mínimo de acessórios, e bolsa italiana 
Por fim, decidiu que podia vestir uma faixa pink com pois negras
O que faz, ou para onde vai, não se sabe, mas ele está exercendo sua crença, seu desejo, suas
idéias, valores - ortodoxos ou não. E quem sabe até, maqueando algumas emoções...
Acho que nossas escolhas estéticas nunca são à toa. Toda embalagem de produto informa do que se trata.
Nosso corte de cabelo, nossas opções de cores, nossas roupas e afins falam muito sobre nós....
.... Nos delatam
Beijos e boas escolhas de trajes !

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 Texto: Cristiane Fernandes Leal

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Humpf.

"Quando não gostamos de alguém que não nos fez algo que justifique nossa raiva, geralmente é porque esta pessoa possui alguma característica que também temos e não gostamos ou alguma que não temos e gostaríamos de ter.

Seja honesto consigo e procure identificar estas características."

Sei não...

Queime

A estória deste livro é a seguinte: Franciscão estava fazendo uma limpa no prédio em que mora e encontrou o coiso jogado. Resgatou, leu, eu passei por lá e trouxe-o para cá.

Daí tava com preguiça de ler um livro do tipo Zorba o Grego, e não queria pegar outro Agatha, então bora ler Pompéia. Aquela cidade que Vesúvio comeu, saca?

O autor conta a tragédia pelos olhos do "aguadeiro" Attilius, engenheiro responsável pela distribuição de água nas cidades romanas.

Tudo acontece em quatro dias, começando com o assassinato do escravo responsável por cuidar dos peixes de um escravo liberto e que agora é milionário, corrupto e cruel. A mãe do escravo pede ajuda à filha do senhor da casa, e as duas correm para encontrar o aguadeiro e pedir que ele ateste que o problema foi na água, e não por falta de cuidado do escravo. (E eu escrevi escravo demais nesse parágrafo, mas com preguiça de pensar...)

Não dá tempo, o escravo é jogado num tanque de enguias e moreias. Não confundir com mocreias.

Mas é aí que o engenheiro percebe que tem algo muito esquisito acontecendo nos dutos. A água cheira a enxofre e está abaixo do nível. Enquanto ele começa a pesquisar, recebe a notícia de que algumas cidades estão sem água. Virge, o imperador vai ficar muito puto.

Attilius vai atrás de recursos e viaja até Pompéia para achar o rombo e remendar o aqueduto. No caminho vai descobrindo corrupção e falta de ética dos governantes. Semelhança com a realidade é mera coincidência?

Pois o cara é tão azarado, mas tão azarado, que quando ele acaba de colocar o último tijolo no remendão... Vesúvio explode!!!

Ops.

Apesar de ser um romance o livro tem passagens muito técnicas - tanto sobre a engenharia dos aquedutos quanto sobre vulcanologia. Ou seja, chato. Entendi porque ele ficou jogado no saguão do prédio...

Pompéia
Robert Harris
Ed. Record
331 páginas

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Insomnia

Inventei de tomar café as 21h. E o que cafeína faz com meu cérebro? O que o que o quê??? Transforma em salão de baile para neurônios dançarem funk até altas horas!

Ooooooyeeeeaaaaah.

Daí a louca da insônia começou a divagar, e divagando chegou até reminiscências absurdas, do tempo em que curtia uma música clássica braba. E pôs esse aqui pra tocar:


Trilha perfeita pra noites criativas em claro. Tchaikovsky e a minha preferida ever. And good night, bitches!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

No escurinho

Assisti dois filmes nesse final de semana: Prometheus e Flores do Oriente.

Em Prometheus, um grupo de cientistas vai até um planeta tão-tão-distante para encontrar com os deuses que não seriam astronautas, e sim, alienígenas. Eles querem saber de onde vieram, para onde irão. Clichê é vintage?!

Acho que foi uma tentativa do Ridley Scott de dar uma de George Lucas... ele queria contar o filme do Alien ao contrário.

Ops, contei o final!

Tá, foi maus. O filme não é espetacular. Não é nem surpreendente... pra variar os et´s tem dois olhos, uma boca, dois braços e duas pernas. Então relaxem.

 I am the king of the world!

Daí eu queria assistir Deus da Carnificina e perdi a hora. Aí poderia ter visto Um método perigoso mas estava muito cedo. Fui tomar um tchai com leite de soja (sim, eu tomo tchai com leite de soja) na Starbucks e vi o poster do Flores do Oriente... bonito. Não costumo assistir filmes que eu não saiba absolutamente nada do que se trata, mas eu estava alí de bobeira... por que não?

Pois fui. E olha, se eu soubesse do que se tratava, não teria ido. O que teria sido péssimo, porque o filme é excelente.

E triste, muito triste. Enxuguei os olhos umas três vezes - disfarçadamente, porque sou muito macho.

História de guerra, mas não no estilo que eu curto. Não mostra batalha, estratégia, essas coisas de Hollywood. Conta basicamente a estória de 12 meninas chinesas que estudam num convento e não conseguiram fugir da cidade que foi dominada pelos japoneses.

E o que você acha que acontece com os vencidos? Doze crianças virgens num convento? É gente, o ser humano se acha superior mas no fundim, quando o instinto aflora, é pior que bicho.


Saí muito pensativa do cinema. Tocada por uma ancestralidade sufocada pela violência física e psicológica. Não pude deixar de me sentir feliz, tambem, por viver num espaço e num tempo em que não tenha que passar por esse tipo de dor. Mas sabendo que ainda falta muito (muito mesmo) para limpar todo o sexismo condicionado que ainda habita em mim.

Pois é. Alguém quer açucar???

quinta-feira, 21 de junho de 2012

É o friooooo...

Bom dia pra você que dormiu no Outono e acordou no Inverno!


E inverno é tempo de quê? De comida boa! De vinhos tintos! De dormir com doze cobertores! De não querer tomar banho - mas tomar assim mesmo, né, ó porquinhos!

Ainda não está tão frio... mas hoje o dia amanheceu com uma chuvinha bem insistente. Daquelas de fazer a gente quase desistir de sair da cama para praticar yoga.

Mas eu sou brasileira e não desisto nunca.

E já tô divagando, claro, sou eu. Mas o recado é o seguinte: inverno é tempo de ficar quieto. Aproveite para meditar mais, orar mais, olhar pra você mesmo. Quais foram as suas conquistas desde a última primavera? Aprendizados, vitórias? Conheceu gente bacana? Lugares novos?

Celebre as coisas boas.

Teve algum episódio Dark Side of the Moon? Algum teste de paciência? Faltou saúde, faltou apoio? Se sente infeliz? Fraco? Insatisfeito?

Perceba se a vida exige alguma mudança e aproveite o inverno para preparar o seu caminho. Agora é a hora! A natureza é perfeita, siga seu ritmo e veja como você morre e renasce a cada volta do sol!

Se você não gosta de onde está, mude. Você não é uma árvore.

Esteja pronto para quando a Primavera chegar!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Importante!

Amiguinhos,

trocando figurinhas com amigos e amigas eis que chegamos numa conclusão estarrecedora: tem gente que não sabe dar beijo na boca, acreditam?

Triste fato!

Eis que esta que vos escreve se compadeceu e resolveu dar umas dicas básicas. Então prestem atenção que a titia aqui vai tentar dar uma ajudinha:

  • Pouquíssimas pessoas (nenhuma que eu conheço, by the way) gostam de beijos incrivelmente babados. Então, por favor, contenha a sua vontade de hidratar o parceiro/ a.
  • Nunca. Jamais. Em hipótese alguma deixe a sua língua morta pra outra pessoa enterrar. Um beijo é trabalho pra dois.
  • Por outro lado, afobação demais também não está nas paradas de sucesso. A língua é um músculo mas a boca alheia não é academia. Queremos sentir carícias bucais, e não tentativas de exploração do esôfago.
  • Se é da sua natureza brincar, atenha-se aos lábios. Lambidas no rosto NÃO SÃO SEXY. Tive um namorado que gostava de lamber meus dedos. Á luz do dia. Na feira livre. Eu tinha vontade de esbofeteá-lo, em vez de sorrir amarelo e tentar limpar a mão disfarçadamente - que era o que eu fazia porque eu sou uma lady.
  • As mãos.... eu poderia pensar em milhares de coisas interessantes pra fazer com as mãos durante um beijo... mas vou me ater no que não fazer porque a lista é bem menor:
    • Jamais belisque as gordurinhas alheias
    • Nunca tente "encaixar" a outra pessoa à força
    • Não enfie a mão onde não tenha sido convidado
    • Não aperte as bochechas do parceiro. Você não tem 12 anos - e se tiver, pare de ler isso e vá estudar algo útil!
  • Por último, e não menos importante: se você tentou uma vez e foi repelido, tentou a segunda vez e não rolou, desencana. As vezes, não significa não mesmo.

Pronto. Manualzim básico nas mãos, agora vai praticar. A prática leva à perfeição, já dizia o mestre.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A fonte

Daí que machuquei meu dedo tentando abrir uma garrafinha de água, durante a corrida. 
Fiquei um bom tempo pensando quem foi o energúmeno que teve a santa ideia de, no lugar dos famosos copos com tampa de alumínio, distribuir garrafinhas de água numa corrida de rua? Eu com a mão suada e cheia de filtro solar consegui abrir uma só, e perdi metade da pele de um dos dedos.

Conclusão: hoje eu sou a própria fonte. Água vertendo pelo dedo. Sexy. E uma pessoa nunca deveria ser chamada para organizar algo que não faz parte da rotina dela.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

7h00 am

Ontem eu apaguei as 21h. Será efeito da maratona???
Eis que hoje desperto as 5 da matina. E me recuso a levantar as 5 da matina. Leremos.

PS: a corrida foi sensacional! Planejei fazer 5k, e acabei correndo os 10k. Vocês não imaginam a felicidade que é cruzar a linha de chegada, mesmo sem treino suficiente e recuperando de uma lesão muito chatinha.


A extravagância não é exatamente do morto...

Curioso, curioso.

A escritora Oliver, que já apareceu algumas vezes nas tramas agathachristinianas, é convidada para tramar uma brincadeira de "caça ao assassino" durante uma festa. Sua missão é escrever um desafio e espalhar pistas pela propriedade, esperando que um dos convidados seja inteligente o suficiente para chegar na vítima, no assassino e no motivo.

Enquanto ela segue montando o quebra cabeça, uma pulga se instala atrás de sua orelha. Ela chama Poirot para participar do assunto, diz que está com uma sensação esquisita, e que o belga cabeça de ovo pode descobrir o que está rolando antes que algo mais grave aconteça.

Mas Poirot não é mágico e a vítima morre de verdade. Ou seja, a pulga era real!!!

O tempo aqui é moroso e demora um bocado até que Poirot faça as suas famosas conexões e descubra what the hell is going on. Também, né. A dona da casa é meio retardada e desaparece no mesmo dia do crime. Um primo distante e incrivelmente rico aparece, do nada. A secretária do dono da casa é ressentida e amargurada. A ex dona da mansão agora mora num chalé na entrada da propriedade, mas continua se comportando (e sendo tratada) como a proprietária. A vítima não parece ter ligação com nada nem ninguém.

Mistérios... acredita que Poirot fica tão desnorteado que o bigode dele desmorona? Um acinte!!! Mas fiquem tranquilos, logo logo ele se apruma e faz sua mágica.

Engenhosa, como sempre, nossa autora magnânima!

A extravagância do morto
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
232 páginas
Nota: 6/ 10

sábado, 16 de junho de 2012

Lanche pré maratona

Em semana de aniversário me dei de presente um sábado de feijoada! E antes que perguntem, não sou vegetariana. Passo semanas sem carne, mas como crescí numa família mega carnívora acho muito chato não participar de certas atividades por conta disso. Então sou assim: não faço e não como carne na minha casa. Mas se na casa de mamãe rolar um assado, não digo não.

Enfim, feijuca com a família. Pra não correr o risco de acontecer alguma desgraça, dona Mamãe foi convocada! E desde cedo tá lá a bruxinha na cozinha, mexendo um caldeirão cada vez mais cheiroso!

 Pequeno caldeirão para uma pequena família.

Muito tempo picando couve........

Ui! Ui! Tô escrevendo aqui e segurando as lombrigas pulando na barriga!!!

Vou comer até o barrigão brilhar. E sem dó porque amanhã vou correr a Maratona. Eu preciso estar bem alimentada, concordam?

Ah... Maratona... isso vai ser engraçado. Há uns 20 dias tive uma lesão no joelho que me impediu de treinar. Aliás, me impediu de andar por uma semana. E a doida vai correr 10 km amanhã. Vai vendo.

Será que consigo terminar em menos de duas horas??????

 Só falta o tênis e a tala de joelho!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Livro! Livro! Livro!

Então, esse é romântico. Mas é um romântico esquisito... vou explicar o porquê:


É basicamente a estória de sempre. Moça orfã filha única incrivelmente rica e extremamente comum atrai um moço malandro e aproveitador como pretendente. Papai não gosta. Insistem no noivado, papai deserda e o malandro foge.

A esquisitice aqui está em um certo sarcasmo no olhar paterno. Chega a requintes de crueldade a forma como ele conduz a situação, deixando a menina ser influenciada pela tia solteirona e sonhadora. No fundim, quem queria mesmo o malandro dentro de casa era a tia, veja você. E a menina, cheia de brios, fica tentando manejar o pai e o noivo.

Vocês hão de convir que esse planejamento frio por parte de um personagem importante até faz parte de um bom romance, mas a ironia fina não. A linha de pensamento do pai me surpreendeu várias vezes. Vislumbrei alí algo de realismo, sabe?

Apesar do final previsível e meio monótono, o livro flui fácil. Não é lá um romance de despertar paixões e tals, mas é um clássico. E vocês sabem o que dizem... clássico é clássico e vice versa!