domingo, 9 de setembro de 2012

Se-te-de-Se-tem-bro

Feriadinho. Sol. Zezé na praia. Por que não me juntar à ela?

É, por que não? Pois peguei minha mochila companheira de todas as horas (sim, eu moro numa mochila), escolhi o livro da vez e fui.

Claro que tive alguns contratempos. Muita gente e pouca passagem, muita vontade e falta de paciência... enfim, descí a serra.

A escolha do livro foi deveras importante! Estava em dúvida entre "Zorba, o grego", um do Morris West, e outro que foi descrito como "(...) Bridget Jones vinte e cinco anos mais velha".

Eu sem muita paciência pegando estrada cheia, melhor optar pelo último.


Deveria processar quem escreveu essa contracapa. Bridget Jones uma ova!!! Mas apesar de tudo foi um bom companheiro de descida de serra... ouquei, cancela o advogado.

Pois então estive eu as voltas com Rose, mulher de meia idade, mãe de dois filhos já adultos, editora da coluna de literatura de um grande jornal e casada com um marido lindo e dedicado.

Daí, pluft! A Cinderela acordou e viu que foi trocada pela assistente boazuda. E como desgraça pouca é bobagem, além do marido ela também perde o emprego pra assistente boazuda. Mano, até o gato dela morre. Seeeee fooooosseeeee estilo Bridget Jones, aqui seríamos envolvidos por reminiscências absurdamente engraçadas, mais cômicas do que trágicas, certo?

Pois não é o que a autora decidiu, por aqui. A partir deste ponto somos convidados a reviver fatos importantes da vida da personagem. Momentos de extrema felicidade como o nascimento dos filhos... dolorosos como a perda do pai, do grande amor, um aborto espontâneo... Não tem leveza, não. Muita angústia, frustração, até a fofa achar um apoio e iniciar a própria reconstrução.

Apesar de tudo, é um livro gostoso. Totalmente feminino, e doce em sua dor - coisa de mulher, mesmo!

A vingança da mulher de meia idade
Elizabeth Buchan
Ed. Record
430 páginas

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