segunda-feira, 25 de junho de 2012

No escurinho

Assisti dois filmes nesse final de semana: Prometheus e Flores do Oriente.

Em Prometheus, um grupo de cientistas vai até um planeta tão-tão-distante para encontrar com os deuses que não seriam astronautas, e sim, alienígenas. Eles querem saber de onde vieram, para onde irão. Clichê é vintage?!

Acho que foi uma tentativa do Ridley Scott de dar uma de George Lucas... ele queria contar o filme do Alien ao contrário.

Ops, contei o final!

Tá, foi maus. O filme não é espetacular. Não é nem surpreendente... pra variar os et´s tem dois olhos, uma boca, dois braços e duas pernas. Então relaxem.

 I am the king of the world!

Daí eu queria assistir Deus da Carnificina e perdi a hora. Aí poderia ter visto Um método perigoso mas estava muito cedo. Fui tomar um tchai com leite de soja (sim, eu tomo tchai com leite de soja) na Starbucks e vi o poster do Flores do Oriente... bonito. Não costumo assistir filmes que eu não saiba absolutamente nada do que se trata, mas eu estava alí de bobeira... por que não?

Pois fui. E olha, se eu soubesse do que se tratava, não teria ido. O que teria sido péssimo, porque o filme é excelente.

E triste, muito triste. Enxuguei os olhos umas três vezes - disfarçadamente, porque sou muito macho.

História de guerra, mas não no estilo que eu curto. Não mostra batalha, estratégia, essas coisas de Hollywood. Conta basicamente a estória de 12 meninas chinesas que estudam num convento e não conseguiram fugir da cidade que foi dominada pelos japoneses.

E o que você acha que acontece com os vencidos? Doze crianças virgens num convento? É gente, o ser humano se acha superior mas no fundim, quando o instinto aflora, é pior que bicho.


Saí muito pensativa do cinema. Tocada por uma ancestralidade sufocada pela violência física e psicológica. Não pude deixar de me sentir feliz, tambem, por viver num espaço e num tempo em que não tenha que passar por esse tipo de dor. Mas sabendo que ainda falta muito (muito mesmo) para limpar todo o sexismo condicionado que ainda habita em mim.

Pois é. Alguém quer açucar???

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