sábado, 31 de março de 2012

E chega de Agatha este mês, né?

Eu tô impossível!!!! (Ou quem sabe com muito tempo sobrando...)

Sabe quando a Dona Agatha inventa intrigas internacionais? É, eu sei. Ela sempre exagera. Mas até que ficou bacana... a protagonista é tão... tão... fofa! O nome dela é Vitória e sua grande qualidade é inventar mentiras o tempo inteiro. E mente tão bem que quando fala a verdade, ninguém acredita!

Aí começa assim: Vitória é uma datilógrafa muito ruim, e o chefe a demite - mas não por isso. Ele manda ela embora quando chegao ao escritório e pega a moça o imitando. Essas coisas que a gente faz imaginando que ninguém tá vendo.

Andando pela praça e imaginando o próximo passo, Vitória é abordada por Edward. Trocam algumas palavras, o cara diz que tem que ir pra Bagdá mas que não gostaria porque gostou tanto dela... quem sabe ele poderia tirar uma foto pra levar a recordação?

Ela, toda inocente e romântica, mete na cabeça que tem que ir pra Bagdá também. E consegue um emprego de acompanhante de uma senhorinha de braço quebrado que precisa de alguém interessado somente na passagem de ida para o Oriente.

E em Bagdá rolam milhares de coincidências que levam a protagonista a ser recrutada pelo Serviço de Inteligência, pra ver se ela consegue descobrir quem está por trás de várias tentativas de incitamento à 3ª Guerra Mundial.

Gosto mais dos crimes aparentemente insondáveis que é mais a praia da autora, mas até que nesse ela se deu bem. Algo bem difícil quando ela pinta um cenário tão perfeito pra desfilar toda a sua megalomania...

Intriga em Bagdá
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
236 páginas

A leitora

Eu ando tão prolífica nas leituras que nem me aguento! Segura aê mais uma fan - tás - ti - ca resenha:

Os moradores de uma pacata (eu sempre quis usar esta palavra!) cidade do interior da Inglaterra leêm a seguinte notícia no jornal local: "Convite para um homicídio. Os amigos serão aguardados em Little Paddocks, as 18h30".

Claro que todo mundo corre para Little Paddocks no horário citado. Até mesmo a dona da casa, ao ler a notícia, já foi se preparando para uma pequena recepção. Acreditando piamente que rolaria uma grande brincadeira (de mau gosto). E, as 18h30, as luzes se apagam, um estranho entra em cena ofuscando a todos com uma lanterna, dois tiros são disparados e o estranho, na fuga, tropeça e a arma dispara novamente, nele mesmo.

Promessa é dívida, né? Tá lá o homicídio anunciado. Todos os presentes acreditam que o cara posteriormente identificado como um golpista tinha armado o esquema para assassinar a dona da casa, que não cedeu à sua prévia chantagem. E acidentalmente se matou. Ou se suicidou. Fim de caso.

Oooooou será que não????

Os investigadores não ficaram muito convencidos disso... e Miss Marple aparece por lá, bem na hora, pra confirmar as suspeitas. O assassino é outro, não se enganem, mais gente vai morrer!

De quebra somos agraciados por um parágrafo como esse:

(...) Chama-se... deixe-me ver... Jane qualquer coisa... Murple... não, Marple. Jane Marple.
- Que o Senhor seja louvado! - exclamou Sir Henry - Será possível? Mas é a minha velhinha particular, rainha de todas as velhinhas geniais desse mundo! É a supervelhinha! (p. 84)

E morre mais gente mesmo, enquanto se desenrolam mil intrigas. É herança inesperada que vem de um ex-sócio. É primo distante que aparece do nada. É uma empregada sobrevivente de guerra que faz o maior escarcéu por nada. É gente fingindo que é viúva. É uma porta falsa que volta à ativa. Ou seja, mil detales importantíssimos que vai amarrando a leitura.

Aqui é Dona Agatha super em forma. História dinâmica, surpreendente e gostosa de ler. Foi um dos primeiros livros dela que lí - um dos primeiros da minha coleção particular, datado de Janeiro de 1996. Daqueles marcantes, sabe? Depois de tanto tempo me lembrava perfeitamente de tudo.

Pra ler sem medo de ser feliz.

Convite para um homicídio
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
269 páginas
Nota: 9/ 10

sexta-feira, 30 de março de 2012

So my truth...

Ok, sou estabanada, confesso

Hum... há de se investigar a uruca...

... quebrei um dedo (que até hoje tá meio bambo), dei uma cabeçada num armário (o galo sumiu hoje), fui atacada por um vampiro (não perguntem), explodí o varão da cortina do estúdio.

Vai um sal grosso aê?

Tô comprando. Quem tem pra ceder?

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vale compartilhar


O Silêncio é um aliado

Nós os índios, conhecemos o silêncio...
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio.
E eles nos transmitiram este conhecimento.
Observa, escuta, e logo atua, nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos.
E então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrario.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões, nas quais todos interrompem a
todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de 'resolver um problema'.
Quando estão numa habitação e há silencio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estas dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te
direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrario, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada que a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar em vossas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra esta sempre nos falando, e que
devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

O homem branco fala: penso, logo existo.
O xamã ensina: sinto, logo compreendo!

Anauê!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rapidinhas


La reina del crime veio de novo com rapidinhas... "Os três ratos cegos e outras histórias" são contos bem curtinhos, rápidos, fáceis e indolores.

Não dá tempo de se apegar.

Os primeiros são casos de assassinato e roubo, rapidamente desvendados - ou seja, nada muito complicado pra ficar queimando neurônios. A partir de "Os detetives do Amor" as estórias descambam para o sobrenatural, no estilo do Sr. Quim - aliás, ele aparece mesmo por aqui. Rádios que emitem sons do além, médiuns que materializam pessoas, fantasmas que mandam avisos aos vivos... etc etc. Apesar de bem escritos, não é muito a praia da autora. Tudo descamba pra um romantismo excêntrico demais.

Ah, e tem também uma outra versão da "Testemunha de acusação", com um final alternativo.

Bonzim. Mas nada de contar pra mãe.

Os três ratos cegos e outras histórias
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
224 páginas
Nota: 5/ 10

The Addams family


Vou te dizer que a adaptação do musical da Família Addams que estreou por estes dias no Teatro Abril está a altura do americano, hein? Marisa Orth, Daniel Boaventura e toda a trupe mandando muito bem.

Aqui, um pedacinho e entrevistas.