terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Post mortem

Interessantes mesmo são as pessoas que não se importam muito consigo... como por exemplo, um pedestre que atravessa a rua e, se quiser parar, para. Se não quiser, passa por cima.

A vida é simples. E eu ando com um humor do cão.


"Mas como essa loira veio parar aqui?!"...

... era a pergunta dos donos da casa, ao se deparar com o cadáver de uma mulher morta que tinha morrido no meio da biblioteca!

E agora?


O dono da casa chama a polícia. A dona da casa (muito mais esperta) chama Miss Marple, que mora alí pertinho... e enquanto o povo investiga, os locais fofocam absurdamente, acabando com a reputação de todo mundo.

Rapidinho os investigadores descobrem que a mulher morta era uma dançarina de um hotel localizado em outra jurisdição - o que significa envolver mais policiais. Todos juntos vão atrás de mais informações, e descobrem que a moça era a favorita de um milionário cadeirante, que estava hospedado no hotel juntamente com o genro e a nora. Detale importante: o senhorzim perdeu a mulher, os filhos e as pernas num acidente aéreo, mas manteve os viúvos de seus filhos por perto... excentricidades...

Enquanto eles descobrem que o milionário tinha planos de adotar a dançarina assassinada (isso aê, ele não queria casar com ela), aparece um outro corpo... outra jovem, queimada dentro de um carro em uma pedreira afastada...

Mistéeeeeeerios.

Todo mundo batendo cabeça e Miss Marple juntando as peças do quebra cabeça daquele jeito... uma unha quebrada pra ela é pista essencial.

Mas daí tenho que cofessar o seguinte: o motivo é meio óbvio. Parece, e é o que você está pensando! Mas o assassino ficou muito bem camuflado! Eu NUNCA teria pensado nele!!!!

Dona Agatha sempre mantendo seus clientes satisfeitos!

Um corpo na biblioteca
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
201 páginas
Nota: 7/ 10

Indicação de leitura!

A resenha, muito bem escrita, tá aqui ó.





Segredos de um coração
Maria Ignez Urban Pimentel
Gráfica e Editora Cidade
97 páginas

So intense

Pra ler ouvindo essa aqui ó.

Ela era filha do juiz presidente da corte suprema, neta de um senador e de um governador... e fazia o que lhe dava na telha. Em 1.918!!!

O livro é todim ficção, mas dá uma vontade maluca de levar tudo como se fosse realmente a biografia da Zelda Sayre. Desde a adolescência intensa, quando conheceu Scott Fitzgerald durante um baile e decidiu que se casaria com ele - e assim o fez, até a maturidade decandente confinada num hospital psiquiátrico...

Muito jovens e deslumbrados com a fama repentina, o casal vivia uma vida loca que não preenchia suas necessidades. Celebridades na era do jazz. Zelda, mimada e romântica, amava e odiava Scott, e se submetia às suas vontades. Não conseguiu sucesso em nenhuma das suas artes (dançava, escrevia, pintava) por conta do canibalismo do marido.

Apaixonada por um aviador francês com quem passou algumas noites "perfeitas", e apaixonada por um futuro escritor delicado - que mais pra frente confirma ser homossexual, Zelda passa a obra toda se perguntando se fez a escolha certa casando-se com o segundo. Teve uma filha do marido e foi incapaz de amá-la. Abortou um filho do aviador e se lamentou até o último dia.

Por essas angústias tão intensas e descabidas para a época, a personagem, incompreendida, termina seus dias de forma trágica na ala de psiquiatria de um hospital qualquer.

Um romance de verdade!

Alabama Song
Gilles Leroy
Ed. Record
204 páginas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mas eu tô feliz mesmo!!!!

Úia que este blog ganhou uma trilha indicada!!!


Valeu Felipe, adorei.

M ou N?

Depois de toda a intensidade de Cortázar achei melhor boiar em águas mais tranquilas. Veja, não sobraram muitos neurônios pra destrinchar outra obra prima da literatura mundial... mas também não iria ler qualquer porcaria depois de um Cortázar, né?

Daí a escolha lógica recaiu sobre a minha dama do entretenimento sem culpa: dona Agatha!



Ela que estava alí, tão renegada, tão encolhida no canto que nem dava pra notar sua presença, foi convocada com uma ordem firme: "divirta-me, dona Agatha."

Infelizmente o próximo da lista não era nem Poirot nem Miss Marple... mas o casal Tommy e Tuppence são ouquei...

Agora estão mais velhos, com filhos e entedeados pela falta de ação. É... o tempo passa até para os personagens inventados... mas para sorte deles, Tommy é convocado para descobrir um espião que estaria passando informações confidenciais à Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial. E Tuppence se enfia no meio da estória sem ser convidada - o que é ótimo porque ela é bem mais esperta que o marido!

O casal, disfarçado, vai parar numa pensal que seria o ponto de partida da investigação. Obviamente todos os personagens que estão hospedados por lá seguem o "estilo Agatha de ser": quem tem perfil de espião, não é. E o resto não tem cara de inimigo.

Uma estorieta leve e sem complicações, sem grandes emoções ou mistérios... tá, não descobri o espião, mas nem doeu!

M ou N?
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
195 páginas:
Nota: 6/ 10

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Daqui algum tempo

As vezes acontece de alguém virar pra você no meio do jantar e perguntar:

Onde você pretende estar daqui 10 anos?

Não é de quebrar o coco? E antes da sobremesa! Bom.... actually eu tenho N respostas pra esse tipo de pergunta. Acho que todo mundo, né?

Eu, fofa: "Cuidando dos meus pais"

Eu, yoguini: "Estudando 6 meses na India, ensinando 6 meses pelo mundo"

Eu, cafajeste: "No colo de um milionário"

Eu, abusada: "Viajando pelo mundo"

Eu, on drugs: "Casada e com 3 filhos"

Eu, deprimida: "Morta"

Eu, feliz: "Dançando na sala"

Eu, de verdade: Por aí.