quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nine

Som, Som! Marion Cotillard - "Take it all"
http://www.youtube.com/watch?v=3Scm2dlDg-g

A idéia de um homem atormentado por suas mulheres se encaixou perfeitamente no clima passional italiano! Imagine administrar o efeito que a mãe (já morta mas sempre presente), a esposa, a conselheira, a amante, a musa, a prostituta, a jornalista pentelha causam na mente vazia de criatividade do diretor Guido Contini... crise crise crise!
É um musical minha gente. Pra quem não gosta do estilo melhor passar longe. Ou talvez nem tão longe... vale fuçar no You Tube e assistir os números de Marion Cotillard cantando "Take it all" e Fergie mandando ver em "Be italian" (o melhor musical do filme na minha opinião).
Gentem, eu já era fanzoca da Marion depois de assistir Piaf. Agora ela é mais uma que vai pra minha listinha de atores/ diretores a serem seguidos!
E a Judi Dench ficou parecendo a Mary Poppins.... ou será impressão minha?!
Funny and cool, conseguiu me entreter pelos 110 minutos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O inimigo secreto



2o livro da maratona Agatha Christie: O inimigo secreto
Nota: 8/10

Eba! Desse eu gostei!
Apesar dos detetives não serem os meus preferidos achei a estória bem animada, cheia de pequenos enigmas que vão prendendo a imaginação.
Um pouco ingênua quando se pensa no todo, mas gostosa de ler e cheia de surpresas. São dois amigos  durangos que resolvem se candidatar a "faz tudo", e por acaso a 1a missão deles é a investigação de um desaparecimento que intriga todo um país.
O final de casais apaixonados é totalmente dispensável, by the way.
E não achei o toque da autora; Me parece que este romance poderia ter sido escrito por qualquer outro autor de suspense.
Mas mesmo assim, vale a leitura.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Holden Caufield

Um minuto de silêncio.... para o criador do adolescente mais adolescente da literatura norte-americana.


Escritor J. D. Salinger, de "O Apanhador no Campo de Centeio", aos 44 anos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Amor sem escalas

Som, som! Fergie - "Big girls don´t cry"
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6568836840495461173

Feriadão de chuva... que vontade de nada!
Vencí a preguiçona que me cozinhava e saí da cama... almocei e até peguei um cinema! Sucesso hein?
Fui ver o novo do George Clooney, "Amor sem escalas". Achei muito bom!
Tem partes bem engraçadas... lição de moral e tals... o contraponto das atrizes é ótimo - uma toda romântica e idealista, a outra prática e independente. E o George Clooney no meio, um cara que vive sem amarras e de repente vê sua vida ser ameaçada pela possibilidade de não ficar tanto tempo no viajando (ou seja, sem chances de desenvolver relacionamentos!)
Gostei bastante, fazia um tempinho que não via um filme com diálogos tão inteligentes.

Alento

E o que resta são gotas coladas no vidro.
Da tempestade nem mesmo os ventos ficaram,
nem mesmo folhas caídas.

Sinal?

O tempo se renova por si mesmo.
O tempo é a sua própria cura
sua própria resposta.

Crescer não é escolha, amadurecer é mister.
Para que a chuva caia sem destruir
para que o sol brilhe sem queimar
para que o corte abra sem sangrar.

A boca de amora se abre em suspiro confuso

A boca de amora se abre em suspiro confuso
olhos arregalados contemplam o inevitável.
O rubi em teias sobre a carne mancha suavemente a pele branca.

A tinta infere os caminhos da água e do vinho.
A linha fere o suporte e expõe ao ar a vida que transpira no risco célere.

Teu cheiro guiando minhas certezas
meu desejo transformado em orações
tentando derramar âmago em versos

me despedaço em letras pra você juntar.

Imagino teus olhos correndo as curvas sensuais sobre o papel
posso ver a sua boca movendo-se em silêncio
enquanto me busca entre signos despidos.
O que eu quero mesmo é dizer da febre que provoca
tuas carícias violentas.
Exprimir da fome e da sede que me castigam
quando a única forma de te tocar
é através de frases.

Frases mal resolvidas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cegueira

O pior pesadelo do mundo seria olhar essa copa frondosa, de folhas frescas, e não conseguir pintar a grandeza das raízes na tua retina.
Seria uma violência sem proporções não conseguir dar voz às sombras que permeiam meus sentidos, e libertá-las de um momento sem ação.