sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

La bruja enseña

Na Casa Claridade ensinam: não guarde nada. Não ache que as coisas são boas demais para si. Use tudo o que tem.

Assino embaixo e espalho.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sempre acordo inteligente.

Sim, eu vou pra praia pra ler

E já que meu plano de aprender a surfar hoje miou (Ah São Pedro, seu fanfarrão) resolvi comer meu penúltimo livro da Agatha. Quer dizer, ainda faltam godzilhões pra terminar o Desafio Agatha, mas é o penúltimo que consegui socar na mochila. O último vou economizar pra volta pra casa, que promete ser loooooooooooooonga. Imigrantes, ti amu.

Então seremos eu, Agatha e Coldplay. Descobri que AMO o Coldplay. Fix you é uma coisa. Começo a ouvir e esqueço do resto. Tipo agora, o que eu tô fazendo mesmo?

Ah, resenha.

Tô achando que a madame Agatha estava com TPM quando escreveu Hora Zero. E no último capítulo tinha acabado de comer uma caixa de bombons de licor - diabética e embriagada. My point? Bom, ela inventou um quintângulo amoroso. Thomas é apaixonado por Audrey que se casou com Nevile que se divorciou pra casar com Kay que é desejada por Ted.

E todo mundo vai passar as férias na casa de Lady Tressilian, madrasta do Nevile. E quem morre? A Lady, pra largar de ser tonta. Deixou a casa virar zona, perdeu. E o superintendente Battle foi recrutado pra resolver esse, mas ele sem o Poirot é tão... não romântico!

Dois incidentes que acontecem logo no início da estória ajudam na solução do crime: a acusação da filha do superintendente por realizar pequenos furtos e um suicida desastrado que tenta se jogar no mar mas acaba enroscado nas árvores do penhasco. É uma besta mesmo.

Daí pimba, matam a véia. Trabalho interno, claro, e com uma quantidade incrível de provas que incriminam certo personagem. Tão fácil que no meio de tudo acontece uma boa reviravolta e de repente aparecem provas que incriminam outro personagem. Mas continua fácil! Viu gente, mulher é assim. Até suas produções são dominadas por hormônios... tudo tem sentido, e nada tem sentido!

Sério, faz sentido.

No final tudo se amarra como sempre, surpreendentemente. Tudo se trata de vingança daquelas comidas bem frias... acalentadas nos mínimos detalhes. Eu adivinhei o assassino, depois não adivinhei mais, daí me perdí toda e deixei pra lá. Agatha sempre ganha, mesmo.

Mas como a autora estava bêbada por causa dos bombons de licor, tinha que fechar com uma cagada. E me pergunto por que, por que, POOOOR QUEEEE ela tinha que inventar mais um casamento no final???

Hora Zero
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
184 páginas

Garota enxaqueca

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Natal na minha casa

Para os milhares de (dois) leitores que estão me perguntando como foi a decoração de Natal na minha humilde choupana, deixo aqui uma imagem da belíssima árvore natalina que confeccionei com minhas próprias e belas mãos:


E só será desmontada no Dia de Reis, porque eu sou uma mulher muito tradicionalista.

Pensando bem...

... tirando o sol, o sal, a areia, a água e os coqueiros, até que eu gosto de praia...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E tenho dito

A mão de Deus

Uma cidadezinha pacata onde Jerry e sua irmã Joanna se instalam após ele sofrer um grave acidente. A ideia é evitar qualquer coisa que possa agitá-lo e atrapalhar seu reestabelecimento. Rá.

Sabe que essa estória até que não é tão sanguinolenta? Os respeitáveis moradores começam a receber cartas anônimas acusando-os das coisas mais estapafúrdias. A galera fica assim, horrorizada e ofendida, mas como nada parece ser real as cartas seguem chegando e os destinatários seguem queimando as ditas cujas.

Daí uma senhora se mata, e todo mundo assume que a carta que ela tinha recebido tinha uma acusação real. Né.

Mas daí a empregada da casa da senhora é assassinada e pelo rumo da investigação chegam a conclusão de que ela viu alguma coisa... e talvez a primeira morte não tenha sido suicídio. Hum...

E tome cartas anônimas.

Jerry é o narrador da estória, o que muito me surpreendeu já que o personagem clássico deste é Miss Marple - que aparece quase no finalzim e não palpita em nada. Em algumas poucas páginas ela vai lá e resolve tudo, na surdina, o que tirou muito a graça da solteirona - e do mistério.

Ah, o mistério! Quem escrevia as cartas, e por quê? Uma bobagenzinha sem graça. Graça mesmo tinha os pequenos romances que os irmãos engendraram na cidade. Isso fez o livro gostosinho, e salvou a pátria!

A mão misteriosa
Agatha Christie
Ed. Record
167 páginas

Quem escreve, sabe

Dia lindo

Estripulias que mexem com os hormônios atrapalham o sono, daí que hoje acordei tarde. O jeito foi mergulhar no filtro solar e me munir de boné, óculos escuros e camiseta de manga longa - pra não perder a oportunidade de bicicletar com Franciscats.

Faz um tempinho que não ando de bike. So good...

Saímos pela praia da Enseada, la la lá, pegamos a balsa, atravessamos pra Santos, chegamos na José Menino. Mais? "Não esqueça que teremos que voltar"... hehehe... tá bom então, voltemos. E eu consegui fazer isso tudo sem cair, sensacional. Claro que meu anjo da guarda vive todo trabalhado nos ansiolíticos com esse meu jeito "indiano" de dirigir. Funciona mais ou menos assim: eu me preocupo com quem eu posso ver. E quem me vê que se preocupe comigo!!!

Almoço, boooom. Leitura, boaaaaaa. Sonequinha, perfeita!!!

Daí eu acordei, coloquei o short de novo e fui correr! Sooooo goooooooood... acho lindo essas tais de férias. Minha única preocupação é fazer tudo o que eu gosto na hora que dá vontade. É uma monotonia boa, sabe? Correr, comer, ler, dormir. Tão diferente do meu dia a dia normal - que eu nunca sei exatamente pra onde eu tenho que ir, só sei que tenho que ir logo!

Totalmente fora da realidade por 10 dias. SOOOOOOOOOO GOOOOOOOOOOOOOD.

Om Mani Padme Hum

"No one saves us but ourselves
no one can, and no one may.
We ourselves must walk the path."

Buddha

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Love is a fast song

Pois eu desci no início da tarde, e subí no final da tarde.
E descí de novo na manhã seguinte.
Mas, olha, era necessário. Deveras.

Life is so good.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Les cinq cochons

"Há dezesseis anos uma mulher fora condenada por assassinar o marido. Ao morrer na prisão, deixou uma carta para sua filha de cinco anos, Carla, afirmando sua inocência.
Carla sabe que precisa do melhor detetive do mundo para esta missão quase impossível: revolver o passado à procura do verdadeiro assassino, para limpar o nome da sua mãe inocente."

Tchan tchan tchan tchan! Eu posso ouvir a trilha do Missão Impossível enquanto leio estas linhas. Você não? O melhor detetive do mundo, of course, é Poirot. E a partir de uma cantiga de ninar inglesa e vai lá e pimba! Nem os mortos estão livres da sagacidade do personagem.

Caroline é casada com Amyas, pintor genial e mulherengo. Ele leva Elsa, sua nova musa, para passar uma temporada na casa deles enquanto termina o retrato dela e... termina envenenado. A culpa é da esposa, claro, que não suportou a ideia de ser trocada. Ooooou será que não?!

Poirot primeiro vai falar com os responsáveis pelo caso. Os advogados de acusação e defesa, o juíz, o superintendente da polícia. Depois vai atrás dos participantes da tragédia, os "cinco porquinhos":

Philip Blake, o melhor amigo da vítima, é o porquinho que foi ao mercado. Direto, bem sucedido, enérgico e uma pontinha de ressentimento que a gente só descobre lá pro final do livro.

Meredith Blake, irmão de Philip, é o porquinho que ficou em casa. Pacato, resignado, sem vontade própria, dono do veneno que foi administrado pra vítima. Um velhinho sem graça.

Elsa Greer, a última musa e amante, é o porquinho que comeu rosbife. Calculista, subiu na vida através de vários casamentos bem planejados. Linda, vigorosa, e (aparentemente) o motivo do crime.

Cecilia Williams, a governanta, é o porquinho que não ganhou nada. Mulher forte, simples, responsável pela educação da irmã mais nova de Caroline. Apesar de sua vida não ter mudado nada com a sequência dos fatos, o que viu mudou completamente o rumo da história.

Angela Warren, irmã de Caroline, é o porquinho que gritou. Na época do crime era uma adolescente geniosa e amada por todos. Mimada ao extremo pela irmã que se sentia em dívida por ter desfigurado um lado de seu rosto num acesso de fúria quando criança.

Tomados os depoimentos, o cabeça de ovo pede que todos porquinhos escrevam a sua versão dos fatos - e aqui está a especialidade da dona Agatha: através de cada narrativa ela imprime o caráter de cada um dos personagens, e cruzando essa análise psicológica com os dados relatados pela polícia no início do romance chegamos à conclusão, surpreendente.

E já vou avisando que são dois sustos! Prepare a água com açucar!
 
Este porquinho foi ao mercado
Este porquinho ficou em casa
Este porquinho comeu rosbife
Este porquinho não ganhou nada
Este porquinho gritou "cuim, cuim, cuim..."
 
De tanto falar em porquim porquim porquim lembrei desse vídeo aqui ó:
 

sábado, 24 de dezembro de 2011

O dia mais mal humorado do ano


Rules, rules

... sacudiu a cabeça, pensando consigo mesmo: "Que quer dizer a maioria das pessoas quando fala assim? Tão jovem. Alguma coisa inocente, patética, desamparada. Mas a juventude não é isso! A juventude é rude, é forte, é poderosa, é cruel! E ainda mais, a juventude é vunerável." (p. 94)

Os cinco porquinhos, Agatha Christie


Dorian Gray

Carrego em mim a sina dos malditos, daqueles que expõem seus vazios nas paredes nuas,
dos que recebem os escárnios e achaques dos cegos,
dos analfabetos imorais que roubam das letras falsos elogios.

Em mim, o desprezo dos vaidosos,
o ricto nervoso que lhes cobre a fronte,
o desviar de olhos dos submissos.

Julgam-me como se me conhecessem,
falam como se me amassem,
roubam da minha fúria o encanto que os fariam vivos!


Finalmente, o Natal em mim.

Afundo
entre palavras ocas, os movimentos previsíveis de tua língua tardia. Não me digas nada, não construas tu muralhas sobre a terra morta. Não te refugies onde o chão instável engole minhas entranhas e vomita meu cinismo. Exaurida a alma não há mais sentido. Descansa tua voz para lutas necessárias, pois esta guerra já foi vencida. O corpo amargo jaz entre lençóis frios... porque tentar a tua boca em carne morta?

Firma teus pés entre os teus sonhos; eles são tão belos... por que não estender teus braços e estirar os dedos, ansiando um encontro sagrado, a justiça divina que agracia todos os descendentes do Homem, que têm coragem de lançar seus corações ao infinito? Todas as possibilidades aos que morrem. Todas as realidades aos que perdem com Graça.

Eu vejo o mundo como o girassol que encaminha seus olhares àquele que o transpassa - e nada fere a minha alma enquanto transgrides minhas verdades. Afundo em mim, e não me alcanças. Sinto muito, tanto, infinitamente, mas o sangue que derramas não molha os meus pés, a punição que me impinges não agrilhoa a selvageria que costura minhas fibras.

Me dói, e pela dor me sinto viva. Afundo, e quando meus pés tocarem o fundo me lançarei à superfície. Mais uma vez.


"O" presente


Sem mais,
subscrevo-me.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vale tudo

Daí que uma verdade me atingiu fulminantemente neste dia de sol azul e céu amarelo:

O mundo vai acabar daqui um ano!

Ou seja... se você tem algum sonho pra realizar, é melhor correr. Diga logo que o (a) ama. Raspe a cabeça. Faça uma tatuagem. Vá conhecer Papua Nova Guiné. Voe de balão. Tenha experiências transcedentais. Ande de camelo. Nade pelado. Tenha um filho (bom, talvez esta não seja tão boa ideia...). Case-se. Separe-se. Converse com desconhecidos. Engorde. Emagreça. Fique saradão. Escale uma montanha. Mergulhe entre tubarões. Chame seu chefe para uma partida de paintball (depois mande ele à merda). Coma o que quiser. Coma quem quiser.

E se o mundo não acabar... bem, você teve a desculpa perfeita.

 

Tá acabando...

Aos meus alunos queridos, ex e atuais:

Obrigada por compartilhar um pouco do tempo e do espaço de vocês comigo. Muito obrigada por me ensinar diariamente a amar, respeitar, honrar e cuidar. Por me lembrar que esta que vos escreve é apenas uma possibilidade no caminho de cada um de vocês.
 
Comemorem tudo e não se apeguem à nada. Celebrem a impermanência da vida, neste final de ano e durante todo o próximo ciclo.
 
E acima de tudo, divirtam-se.
 
Om Namah Shivaya!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ssssssssssssom!



Ela que tem embalado minhas leituras... so good...

Causo

Caramba, esquecí de contar um causo (sim, eu me acho mineira e conto causos de vez em quando).

Eis que pego um ônibus as 7h30 da madrugada pra ir dar a primeira aula do dia. Meio cheio, mas como eu desço dois pontos depois nem me importo. Fico de pé em frente a uma moça que estava lendo muito atentamente. Curiosa que sou fixo meu olhar pra saber que tipo de leitura é. E corei.

A moça deve ser estudante de medicina e estava justamente estudando o aparelho genital masculino. Na página da direita, as informações. Na página da esquerda, uma foto em close do... tchan tchan tchan tchan! Aparelho genital masculino! Isso mesmo, uma foto colorida de página inteira de um enorme pênis.

E eu com vergonha de ler Henry Miller em público...


domingo, 18 de dezembro de 2011

Flanando

Sigo borboletando entre as prateleiras. Algumas lombadas pedem o toque dos dedos, outras conseguem me fazer parar. Olhos ocupados e mente longe quando a solidão assalta o peito.

A solidão é uma companheira exigente. Instiga brotar da alma a essência do silêncio, o equilíbrio cultivado entre risos e lágrimas pela aceitação do que se é. As vezes ela é dura demais e eu fujo. Me escondo nas multidões e me perco entre os corações alheios da minha presença. Libertador.

Diante de tantos pensamentos, me confesso. Perante as letras, me redimo e na entrega, me encontro. A solidão me fascina e volto logo aos seus braços (tão meus). E no lento inspirar e expirar existimos em uníssono... e isso nos basta.



sábado, 17 de dezembro de 2011

De bem

Henry Miller me irritou. Um boêmio totally on drugs, meio chato, chapado demais. Aí eu tentava seguir seu raciocínio, lógico que não rolava. Tentava então seguir suas imagens, e entre uma linha e outra pronto, tudo se misturava - tô muito sóbria pra isso.

Então, ele me irritou. Deixei de castigo um bom tempo. No banheiro, olhando pra parede. Daí um dia resolvi dar mais uma chance pro dito cujo... e finalmente nos alinhamos!

Não é o escritor que eu esperava. Tem uma falsa profundidade que mais agride do que surpreende. Estava esperando um homem que quebrasse muitos paradigmas sobre a visão do corpo na sociedade, e encontrei um pândego que se acha livre por não ter nada nem ninguém. Em Paris, claro. Porque em Nova Iorque ele era casado.

O único motivo que vejo para este livro ter sido banido por tantos anos nos Estados Unidos (ah... o moralismo americano!) é porque ele não usava de eufemismos para descrever seu estilo de vida. Trepava, roubava, passava fome... e trepava de novo, já que não estava fazendo nada mesmo.

Entre uma trepada e outra até rolava umas tentativas de filosofia, tipo quando tenta se excluir da classe dos seres humanos:

"Se sou inumano é porque meu mundo transbordou das fronteiras humanas, porque ser humano parece uma coisa pobre, triste, miserável, limitada pelos sentidos, restrita pela moral e a lei, definida pelos lugares-comuns e pelos ismos. Eu derramo o suco de uva na minha garganta e encontro nele sabedoria, mas minha sabedoria não nasce do suco da uva, minhas embriaguez não deve nada ao vinho." (p. 236)

Mas, sei lá, pra mim é muito pouco pra todo esse barulho em volta do autor.

Ouvi dizer que na época da ditadura o livro foi censurado por aqui também... porque a gente somos tudo paga pau dos americanos, deve ser este o motivo...

Trópico de câncer
Henry Miller
Ed. José Olympio
290 páginas

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um dia comum

Hoje foi um daqueles dias de correria total... aulas cedão, feira livre pra abastecer a geladeira, um almoço de aniversário (parabéns Vivi!!!), muito sol no coco que deixa tudo mais longe ainda, algumas ligações importantes, um cochilo de meia hora no sofá e mais aulas à noite.

E inacreditavelmente cheguei em casa tão virtuosa que fui pro fogão cozinhar! As vezes eu me acho demais de boa. Dona Benta no corpo e meia hora depois estava eu e meu bro jantando arroz e abobrinhas ao curry. Agora pergunta se eu sei fazer abobrinha ao curry.

Pergunta.

Pergunta vai.

.
...
.
.
.

Agoooooora eu sei!!!! Acho o máximo essa minha veia desbravadora na cozinha - principalmente quando acerto assim, de primeira.



Diva má

Analisando atentamente a letra desta música sou obrigada a declarar: Lady Gaga, você é a rainha das mulheres malvadas. And I love you even more!

Telephone

Hello, hello, baby, you called, I can't hear a thing
I have got no service in the club, you see, see
Wha-wha-what did you say? Oh, you're breaking up on me
Sorry, I cannot hear you, I'm kind a busy

K-kind a busy, k-kind a busy
Sorry, I can't hear you, I'm kind a busy


Just a second, it's my favorite song they're gonna play
And I cannot text you with a drink in my hand, eh
You should a made some plans with me, you knew that I was free
And now you won't stop calling me, I'm kind a busy


Stop calling, stop calling, I don't wanna think anymore
I leave my head and my heart on the dance floor


Eh, eh, eh, eh, eh, eh... Stop telephoning me
Eh, eh, eh, eh, eh, eh... I'm busy


Can call all you want, but there's no one home
And you're not gonna reach my telephone
Out in the club and I'm sipping that bub
And you're not gonna reach my telephone


Boy, the way you blowing up my phone
Won't make me leave no faster
Put my coat on faster
Leave my girls no faster
I should a left my phone at home
Cause this is a disaster
Calling like a collector
Sorry, I cannot answer


Not that I don't like you, I'm just at a party
And I am sick and tired of my phone r-ringing
Sometimes I feel like I live in Grand Central Station
Tonight I'm not taking no calls 'cause I'll be dancing


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

3 coisas que eu amo e 1 coisa que eu odeio

Amo demais, cachorro!


Amo muito mesmo, banho de Lua...


... Amo um tantão assim, Woody Allen...


... e odeio amigo secreto da firma!


A corda arrebenta de que lado mesmo?

Final de semana foi assim, sabadão de chuva e preguiça monstro; domingo de sol e bater perna pra recuperar o tempo perdido!

Na "bateção" de perna passei pela Liberdade e tomei sorvete de gengibre. De - lí - ci - a. Tomei suco de abacaxi com gengibre. Almocei japa com batante gengibre. Sim, eu sou a louca do gengibre.

E ainda batendo perna fui parar lá no Conjunto Nacional. Donde eu vi o cartaz:


Jeremy Irons, Kevin Spacey, Paul Bettany? Tô dentro, óbvio. Bora ver um filme e descansar as batatinhas da perna. Dica de sucesso: se estiver cansado (a) procure outro filme... muito diálogo, quase zero de ação. Conta a estória de como funciona um grupo de executivos diante da descoberta de que a empresa irá quebrar. Todo mundo correndo pra salvar o seu, né? Ô coisinha suja... 

Eu gostei, mas acho que teria ficado mais intenso se mostrasse as consequências das decisões tomadas pelos "grandões". Enfim, filme de gente grande.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Preciso confessar uma coisa...

... Henry Miller tem me irritado um bocado.


""

Now, now, my good man, this is no time for making enemies.
 
Said by Voltaire in his deathbed when asked by a priest to renounce Satan


Sábado, 10h28

Coisas que eu deveria fazer esta manhã:

1.Colocar a roupa pra lavar;
2. Limpar a sala;
3. Lavar um banheiro.

Coisas que estou fazendo esta manhã:

1. Lendo blogs alheios;
2. Acompanhando updates no facebook;
3. Tagarelando no telefone.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Abuso em forma de gente

Caro Sr. Papai Noel,


eu sei que você é um porco capitalista. Sei também que a sua imagem fofa e radiante grita "coca cola!", e eu nem tomo refrigerantes. Sei que ignoro completamente a sua presença nesta época tãaaao (cof) feeeeeeliz (cof cof). E que só percebo que é natal quando tenho que passar por dentro de algum shopping pra chegar mais rápido no meu destino.

Mas.... bom, já que você está aí pra isso mesmo, resolvi fazer uma pequena e humilde lista de algumas coisitas que a sua pessoa redondinha poderia colocar debaixo da minha janela. Porque árvore aqui você não vai achar... eu não tenho saco de montar.

Bom, vejamos... eu me comportei? Depende. Partindo do princípio de que tudo que é bom, gostoso e divertido é imoral, ilegal e/ ou engorda, não. Mas analisando bem os causos você verá que não fiz mal a ninguém. Não disse tudo o que queria para certas pessoas respeitando a política de boa vizinhança. Dei uma amenizada em algumas coisas em nome da moral e dos bons costumes. Não lavei roupa suja em público (não é sexy, logo não faz meu estilo). Cumpro minhas promessas, mantenho minha palavra (quase) sempre.

Não sou uma boa menina porque isso é démodé. Sou uma má menina? Se você quiser.... rs....

Estou a fim de alguns luxos. Se você quiser me dar, be my guest! Nada muito complicado... eu sou um ser simples, até meus luxos são simples!

Gosto de hidratantes! Cheiroso, com brilho, sem brilho, caro, barato, nacional, importado. Você pode me dar um desse, um desse e um desse e eu vou ficar pulando de alegria! Se bem que este último acho que é proibido aqui nesse mundinho atrasado... enfim...

Ah, e não sei se você reparou, eu gosto de ler. Tenho namorado este e este. E este e este. E também este e este. Na verdade eu acho mais fácil você me trazer um passe livre de biblioteca.

Hum, meu moroccan oil caiu todinho dentro do guarda roupa. Pode me trazer mais um, por favor? É tão pequeno que nem vai ocupar espaço no seu saco.

E que tal um estoque infinito de sorvete? E uma pílula mágica que mantenha meu metabolismo mega acelerado, claro. Tô ficando velha e vai que eu comece a engordar. Daí que estoque infinito de sorvete vira maldição. Se fizer, faça o serviço completo.

Ah, minhas roupas de yoga estão cansadas. Qualquer coisa nesse estilo tá bom.

Viu, nem é tanta coisa assim. Eu acho. Nem vai atrapalhar o seu passatempo de ficar aliciando as criancinhas inocentes nos shoppings da cidade.

Desde já agradeço,

Dani Neves

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Post mortem

Interessantes mesmo são as pessoas que não se importam muito consigo... como por exemplo, um pedestre que atravessa a rua e, se quiser parar, para. Se não quiser, passa por cima.

A vida é simples. E eu ando com um humor do cão.


"Mas como essa loira veio parar aqui?!"...

... era a pergunta dos donos da casa, ao se deparar com o cadáver de uma mulher morta que tinha morrido no meio da biblioteca!

E agora?


O dono da casa chama a polícia. A dona da casa (muito mais esperta) chama Miss Marple, que mora alí pertinho... e enquanto o povo investiga, os locais fofocam absurdamente, acabando com a reputação de todo mundo.

Rapidinho os investigadores descobrem que a mulher morta era uma dançarina de um hotel localizado em outra jurisdição - o que significa envolver mais policiais. Todos juntos vão atrás de mais informações, e descobrem que a moça era a favorita de um milionário cadeirante, que estava hospedado no hotel juntamente com o genro e a nora. Detale importante: o senhorzim perdeu a mulher, os filhos e as pernas num acidente aéreo, mas manteve os viúvos de seus filhos por perto... excentricidades...

Enquanto eles descobrem que o milionário tinha planos de adotar a dançarina assassinada (isso aê, ele não queria casar com ela), aparece um outro corpo... outra jovem, queimada dentro de um carro em uma pedreira afastada...

Mistéeeeeeerios.

Todo mundo batendo cabeça e Miss Marple juntando as peças do quebra cabeça daquele jeito... uma unha quebrada pra ela é pista essencial.

Mas daí tenho que cofessar o seguinte: o motivo é meio óbvio. Parece, e é o que você está pensando! Mas o assassino ficou muito bem camuflado! Eu NUNCA teria pensado nele!!!!

Dona Agatha sempre mantendo seus clientes satisfeitos!

Um corpo na biblioteca
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
201 páginas
Nota: 7/ 10

Indicação de leitura!

A resenha, muito bem escrita, tá aqui ó.





Segredos de um coração
Maria Ignez Urban Pimentel
Gráfica e Editora Cidade
97 páginas

So intense

Pra ler ouvindo essa aqui ó.

Ela era filha do juiz presidente da corte suprema, neta de um senador e de um governador... e fazia o que lhe dava na telha. Em 1.918!!!

O livro é todim ficção, mas dá uma vontade maluca de levar tudo como se fosse realmente a biografia da Zelda Sayre. Desde a adolescência intensa, quando conheceu Scott Fitzgerald durante um baile e decidiu que se casaria com ele - e assim o fez, até a maturidade decandente confinada num hospital psiquiátrico...

Muito jovens e deslumbrados com a fama repentina, o casal vivia uma vida loca que não preenchia suas necessidades. Celebridades na era do jazz. Zelda, mimada e romântica, amava e odiava Scott, e se submetia às suas vontades. Não conseguiu sucesso em nenhuma das suas artes (dançava, escrevia, pintava) por conta do canibalismo do marido.

Apaixonada por um aviador francês com quem passou algumas noites "perfeitas", e apaixonada por um futuro escritor delicado - que mais pra frente confirma ser homossexual, Zelda passa a obra toda se perguntando se fez a escolha certa casando-se com o segundo. Teve uma filha do marido e foi incapaz de amá-la. Abortou um filho do aviador e se lamentou até o último dia.

Por essas angústias tão intensas e descabidas para a época, a personagem, incompreendida, termina seus dias de forma trágica na ala de psiquiatria de um hospital qualquer.

Um romance de verdade!

Alabama Song
Gilles Leroy
Ed. Record
204 páginas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mas eu tô feliz mesmo!!!!

Úia que este blog ganhou uma trilha indicada!!!


Valeu Felipe, adorei.

M ou N?

Depois de toda a intensidade de Cortázar achei melhor boiar em águas mais tranquilas. Veja, não sobraram muitos neurônios pra destrinchar outra obra prima da literatura mundial... mas também não iria ler qualquer porcaria depois de um Cortázar, né?

Daí a escolha lógica recaiu sobre a minha dama do entretenimento sem culpa: dona Agatha!



Ela que estava alí, tão renegada, tão encolhida no canto que nem dava pra notar sua presença, foi convocada com uma ordem firme: "divirta-me, dona Agatha."

Infelizmente o próximo da lista não era nem Poirot nem Miss Marple... mas o casal Tommy e Tuppence são ouquei...

Agora estão mais velhos, com filhos e entedeados pela falta de ação. É... o tempo passa até para os personagens inventados... mas para sorte deles, Tommy é convocado para descobrir um espião que estaria passando informações confidenciais à Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial. E Tuppence se enfia no meio da estória sem ser convidada - o que é ótimo porque ela é bem mais esperta que o marido!

O casal, disfarçado, vai parar numa pensal que seria o ponto de partida da investigação. Obviamente todos os personagens que estão hospedados por lá seguem o "estilo Agatha de ser": quem tem perfil de espião, não é. E o resto não tem cara de inimigo.

Uma estorieta leve e sem complicações, sem grandes emoções ou mistérios... tá, não descobri o espião, mas nem doeu!

M ou N?
Agatha Christie
Ed. Nova Fronteira
195 páginas:
Nota: 6/ 10

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Daqui algum tempo

As vezes acontece de alguém virar pra você no meio do jantar e perguntar:

Onde você pretende estar daqui 10 anos?

Não é de quebrar o coco? E antes da sobremesa! Bom.... actually eu tenho N respostas pra esse tipo de pergunta. Acho que todo mundo, né?

Eu, fofa: "Cuidando dos meus pais"

Eu, yoguini: "Estudando 6 meses na India, ensinando 6 meses pelo mundo"

Eu, cafajeste: "No colo de um milionário"

Eu, abusada: "Viajando pelo mundo"

Eu, on drugs: "Casada e com 3 filhos"

Eu, deprimida: "Morta"

Eu, feliz: "Dançando na sala"

Eu, de verdade: Por aí.